Com uma cultura milenar, agora a china atravessa um período inédito de crescimento econômico. Parece agora determinada a retomar seu lugar de maior potência global. O sinal mais visível desta obsessão é sua radical transformação urbana e arquitetônica.
Se ao Ocidente causa espanto o boom econômico e a crescente influência global chinesa, para os chineses seu histórico de superpotência está enraizado culturalmente. Berço de uma civilização milenar, sua história possui séculos de esplendor separados por períodos sombrios de isolamento. Felizmente, a glória está de volta.
Já no final do século XIII, a China encantava a Europa através dos relatos do mercador italiano Marco Polo. Pareciam fantasiosas as histórias de um reino onde as ruas eram pavimentadas com tijolos e onde as pedras negras queimavam.
Poder
Enquanto europeus viviam em cabanas de barro, a China já era a maior potência militar e econômica da Terra. Em 1421, a festa de inauguração da Cidade Proibida em Pequim trouxe imperadores persas, árabe, indianos e africanos para render homenagens ao “Reino do Meio”. Admirado por sua cultura, sua seda, chá e porcelana. Europeus, considerados povos bárbaros e sem qualquer atrativo comercial ou intelectual , sequer foram convidados. Até então as Américas demorariam a ser desenhadas nos mapas do mundo.
A China parece ter adormecido com o passar dos séculos, e da posição de império mais poderoso do mundo, tornou-se motivo de piada no Ocidente. Não sem antes ter passado por um longo período de humilhação e dominação estrangeira. Começando com sua derrota para a Inglaterra na Guerra do Ópio em 1842. Depois alcançaria seu pior momento durante a II Guerra Mundial. O famoso “Massacre de Nanquim” foi um desses episódios.

Admiração a um líder controverso
A estranha admiração dos chineses por Mao Ze-Dong pode ser em parte explicada pelo basta dado por ele aos “100 anos de humilhações”. Quando a República Popular da China foi fundada em 1949, Mao proclamou:
“Não mais a nossa nação será sujeita ao insulto e à humilhação. Erguemo-nos.”
Mao Ze-Dong
Sua foto até hoje domina o cenário da Praça da Paz Celestial e da Cidade Proibida.
Mídia
Aproveitando os holofotes, o país mostrou seu poder de fogo durante os impressionantes Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Dificilmente superados em termos de planejamento e infraestrutura até os dias de hoje.
Enquanto cidades como Pequim e Xi’an são as referências do passado milenar chinês. Xangai é indiscutivelmente a maior vitrine das políticas públicas e da transformação urbana do país. Em 2010, apenas 15 anos após a inauguração de sua primeira linha de metrô, o sistema metroviário de Xangai tornou-se o mais intenso do mundo. Ultrapassando o de Londres com um fluxo de 2,1 milhões de pessoas usando diariamente. Ao mesmo tempo em que bairros inteiros deram lugar a arranha-céus e centros comerciais e financeiros, a preservação de edifícios art déco e a restauração dos bairros do período colonial europeu é marcante. Xangai consolida-se como metrópole internacional de primeira categoria. Com galerias de arte e badalados restaurantes instalados no terraço dos prédios históricos e comandados por cheffs franceses e italianos.
Das cópias mal feitas às peças originais
Foi-se o tempo em que a China era a abastecedora mundial de produtos baratos de baixa qualidade. Cidades antes especializadas na arte da pirataria são hoje polos de tecnologia, e marcas chinesas de produtos tão variados como computadores, automóveis e aviões começam a tomar o mundo. Pequenas galerias e butiques recheadas de peças artesanais de talentosos designers e artistas se espalham pelas grandes cidades. Se o “Made in China” antes remetia somente à ideia de peças de produção em massa, é hora de repensar. A China torna-se cada vez mais um lugar dinâmico, surpreendente e multicultural.
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